domingo, 27 de fevereiro de 2011

LUTO

O Diretório Acadêmico de Jornalismo da UCS está de luto pela morte da colega e amiga Cristiana Ferretti Reis, 20 anos. A aluna do curso de Publicidade e Propaganda desapareceu na tarde do último domingo, dia 20. Ela e os amigos passavam o domingo no Sítio da Família Lima quando uma forte chuva provocou a enxurrada que atingiu a região do Vale dos Sinos. O corpo foi localizado neste domingo, 27, por volta das 13h, no Arroio Feitoria.

Xis, sentiremos sua falta. Fique com Deus.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bem-vindos, bixos!

A cada novo semestre, os calouros chegam ao jornalismo para dar um gás a mais ao curso. Na próxima semana, quando começam as aulas, isso não deve ser diferente. 

Para recebê-los, o Diretório Acadêmico preparou uma palestra de Volta às Aulas com a apresentadora do Jornal do Almoço, Marisol Santos. O encontro ocorre na quarta-feira, 02 de março, às 18 h, no auditório do Bloco H. Não percam!
 

Confira quem são os mais novos alunos de jornalismo:


Adilson de Souza Soliz Junior
Alana Michelli Bof
Aline Fortuna
Álvaro Bernart Filho
Ana Cláudia Cislaghi Mutterle
Ana Paula Seerig 
Andresa Ramborger
Bethina Paludo Forlin
Bruna Di Doné
Bruno Rodrigues Jardim
Carolina Thaís Amaral Rodrigues
Claudia Rossatto
Cristiane Bruscato
Daiana Gomes Denardi
Débora Debon
Diego Nascimento dos Reis
Edinara Munhóz Neves
Eduardo Borile Júnior
Élen Cristina Uez
Elisa Stangherlin
Felipe Souza Brambatti
Franciane Peracchi
Giovana Barcarolo
Gisele de Oliveira Nozari
Janaína Alves da Silva
Jennifer Bauer Eme
Júlia Menegotto de Aguiar
Juliana Baú Morás
Karine Bergozza
Kaue Camargo Oliveira
Leandro Schimanski Nepomoceno
Lenise Baldin Cavazzola
Lidiane Zamboni
Luciane Laikovski Borges
Luísa Biondo
Maiara Piovesana
Maíra Spricigo Moraes
Marcella Luiza Lorandi
Marina Demicheli
Marlon Schwarzbold Garcia
Mateus Iorran Casagrande Trajano
Matheus Natan Borges
Maurício Mussatto Scopel
Maurício Zan Bertei
Natalia Susin Cechinato
Patrick Moreira
Raquel Liane Cacequi Alves
Raquel Pezzi
Renan Filipe Reiter
Rhaysa Ribeiro dos Santos
Roberto Rossi Menegotto
Rodrigo Henrique Leite Lorenzi
Samantha Schreiber
Samuel Klóss Somensi
Shaiane de Noni Velho
Sarah Demarchi
Tailine Farinela
Taís Pellenz
Tarciana Teles
Tiago Meira
Vanessa Barbosa Pegoraro
Vanessa Hollas Camozzato

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Reunião busca evitar o cancelamento de disciplinas

Os integrantes do Diretório Acadêmico de Jornalismo da Universidade de Caxias do Sul, Robin Siteneski e Renata Zanatta, reuniram-se com o coordenador do curso, Álvaro Fraga Moreira Benevenuto Junior, na tarde do dia 9 de fevereiro. O encontro teve o objetivo de esclarecer o cancelamento de disciplinas de Jornalismo Online, Telejornalismo II e Radiojornalismo II (currículo novo); e de Telejornalismo IV, Projeto Experimental - Radiojornalismo, Projeto Experimental - Gráfico e Projeto Experimental – Telejornalismo (currículo em extinção). O cancelamento foi advertido aos estudantes, naquela mesma semana, através do UCS Virtual. A medida, que afetaria a todos os alunos do curso, causou indignação geral e foi neste clima que o DAJOR decidiu intervir. 

Álvaro explicou que, apesar de se tratar apenas de uma advertência, as normas institucionais determinam um número mínimo de 13 alunos por disciplina. De acordo com ele, a UCS já vem quebrando esta regra ao realizar cadeiras com oito, ou até mesmo, menos alunos. Ao anunciar o cancelamento, a coordenação do curso pretendia estimular a matrícula de mais alunos. Das disciplinas ameaçadas, apenas Laboratório de Jornalismo Online foi realmente cancelada, já que havia somente duas inscrições. As outras cadeiras, ainda do currículo novo, acontecerão normalmente, mesmo com sete e oito matriculados. Com relação ao currículo antigo, o coordenador afirmou que há ainda mais exceções, já que estes alunos precisam transitar entre uma grade curricular e outra. Os alunos da manhã podem ainda pedir tutoria junto à Instituição, caso as disciplinas de interesse não tenham procura significativa.

Jornalismo no turno da noite

Os integrantes do DA levantaram outra questão: o curso vespertino. Certamente o horário dificulta a rotina dos alunos que precisam trabalhar. Álvaro, no entanto, afirmou que transferir o curso para a noite pode demorar de três a quatro anos, já que recentemente o currículo foi todo ajustado para o vespertino. Segundo ele, a opção pelo horário se fez baseada nas preferências dos próprios alunos.

Os representantes do diretório demonstraram a preocupação de que as matérias do currículo novo já estão ameaçadas. O curso no vespertino teria, conforme relatou em diversas oportunidades as coordenações do curso e do centro, aumentado o número de alunos. O DA se dispôs a debater a razão pela qual, cadeiras, que tiveram turmas com 25 alunos no semestre passado, receberam apenas oito ou sete interessados na disciplina seguinte, ou, no caso de jornalismo online, chegou até a ser fechada. O coordenador disse que o espaço para isso seria a avaliação online. Para o diretório, a ferramenta não é suficiente, nem é utilizada pela maioria dos alunos, e os estudantes teriam sugestões importantes para tentar melhorar o ensino já que são os que mais conhecem seus problemas. O DA então ressaltou que uma assembleia de alunos deveria ser feita o quanto antes, desde que ela permitisse aos alunos declararem suas posições, sem que a apresentação de ações do centro tomasse a maior parte do tempo. O coordenador esclareceu que a assembleia convocada pelo centro não é de alunos, é do centro, portanto, a prioridade seria de comunicação institucional.

DAJOR não concorda com as medidas

Ainda durante a reunião, o DA deixou claro que não concorda com a prática de ‘estimular’ os alunos a se matricularem por meio da ameaça de cancelamento das disciplinas, especialmente duas semanas antes do início das aulas, quando a maioria dos alunos, inclusive, já havia pago duas mensalidades. Acreditamos que os alunos de jornalismo são adultos e deveriam ser advertidos da possibilidade do cancelamento ainda em dezembro, quando a maioria dos estudantes efetua matrícula e a coordenação do curso já sabe quais correm o risco de não acontecer. 

O diretório sugeriu uma reunião com a coordenadora do centro para debater essas e outras questões, o que o coordenador do curso concordou. O encontro chegou a ser marcado, mas a coordenadora o cancelou dias antes. Uma outra reunião prevista para final de 2010 já havia sido adiada. O DA destacou a importância de que a reunião acontecesse antes do início das aulas. A diretora quer se encontrar com os três diretórios dos cursos de comunicação, mas, até a postagem deste texto, não remarcou a reunião.  

No decorrer do semestre, os integrantes do DA pretendem buscar informações sobre o cancelamento de disciplinas junto a outros órgãos responsáveis, as quais serão devidamente postadas aqui. Acreditamos que somente a partir dos nossos direitos é que podemos cumprir com as nossas obrigações de estudantes.  

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

UCS e DCE formam grupo de trabalho para discutir corte da cota de impressões dos estudantes

Em reunião ocorrida na tarde desta segunda-feira, foi criado um grupo de trabalho envolvendo a reitoria da Universidade de Caxias do Sul e representantes do Diretório Central de Estudantes e de Diretórios Acadêmicos de cursos da instituição. A equipe vai se reunir às 14h da próxima quinta-feira, para encontrar uma solução para o impasse em relação ao corte de impressões dos alunos nos laboratórios de informática da UCS.         

Em nota, na última terça-feira, a Universidade anunciou o fim das cotas de 25 impressões por crédito cursado, o que dava uma média de 100 cópias por aluno. A alegação da instituição foi que os laboratórios eram usados de forma indiscriminada pelos estudantes. Para o coordenador de Patrimônio e Finanças do DCE, Vinícius Postali, o resultado da mobilização estudantil foi positivo. 

Na reunião foi entregue um abaixo assinado com 3 mil assinaturas. O documento virtual segue circulando pelas redes sociais da internet e já ultrapassava este número após a reunião. Ainda conforme Postali, a reitoria da UCS apontou uma possibilidade de redução nas cotas de impressão, ao invés do corte definitivo.

Reprodução de texto publicado por Lucas Guarnieri - Rádio São Francisco, 21/02/2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A rainha do clique

Aos 60 anos, Arianna Huffington, volta a fazer justiça ao apelido de "grega mais ascendente desde Ícaro". Como boa parte da história ocidental, tudo começa em Atenas.
Uma imigrante grega convence centenas de pessoas a escrever de graça num blog coletivo e visualmente sofrível, operado de sua casa em Los Angeles. O site atrai tanto tráfego que consegue o primeiro grande contrato publicitário para uma empresa de mídia exclusivamente online. Menos de seis anos depois, o site é vendido por US$ 315 milhões para uma corporação que não dá lucro. A empresária prefere os seus US$ 100 milhões em dinheiro vivo, obrigada, nada de ações.
Um vizinho de Arianna Huffington no afluente bairro de Brentwood, com o poder de aprovar roteiros num estúdio de cinema, seria perdoado por considerar a trama implausível.
E se juntarmos os ingredientes:
A ateniense, nascida Arianna Stassinopoulos, se mudou para a Inglaterra aos 16 anos, estudou em Cambridge e publicou, aos 23, o livro The Female Woman (A Mulher Feminina), um libelo contra o movimento de emancipação da mulher.
Dita personagem emigrou para a Califórnia no começo da década de 80 em busca de um marido e encontrou o par perfeito num republicano e gay. Durante 11 anos, já assinando o nome da família que fez a fortuna em petróleo, Arianna trabalhou pela carreira política do marido deputado, mas ele não conseguiu se eleger senador. Ela aderiu a um think tank conservador criado por Newt Gingrich, nêmese de Bill Clinton. Continuou a cometer livros, entre eles duas biografias best sellers de Pablo Picasso e Maria Callas, ridicularizadas pelos críticos, mas controvertidas – um adjetivo que a autora grudou em si mesma com astúcia.

Ultraje liberal
Na virada do século, Arianna celebrou a meia idade com uma conversão ideológica. Em 2003, já divorciada de Michael Huffington e instalada na mansão que ganhou no divórcio, Arianna concorreu como independente ao governo da Califórnia e perdeu para Arnold Schwarzenegger. George W. Bush invadiu o Iraque, o movimento conservador se fortaleceu, um blogueiro sinistro, Matt Drudge, exercia enorme poder com seu sensacionalismo ultraconservador e Rupert Murdoch investira seu peso bilionário na gritaria de direita. Os democratas e liberais americanos se viram órfãos na mídia. Na mansão de Brentwood, Arianna reúne amigos e socialites, gente como Larry David, o criador de Seinfeld, e trama uma ofensiva anti-Drudge.
Enquanto a receita de publicidade das companhias tradicionais de mídia sangrava cada vez mais, a fundadora do Huffington Post misturou a receita genial. Atraiu tráfego com "agregação", o eufemismo da era da Web 2.0 que é mais ou menos assim: o New York Times manda seus repórteres arriscar a vida em Cabul, a um custo altíssimo para jornal. O HuffPost reproduz a reportagem com manchetes garrafais, paga amendoins ao jornal e vende anúncio em cima do conteúdo alheio.
Milhares de blogueiros mantêm o site recheado de conteúdo original grátis. Eles são celebridades – socialites, atores, políticos. Ou diletantes em busca de atenção. Arianna Huffington, coroada a madrinha da reação na mídia que ajudou a eleger Barack Obama, não se tornou multimilionária publicando nomes griffes como Bill Clinton ou Alec Baldwin. A fórmula que tornou o HuffPost um fenômeno de tráfego se apoia pesadamente na otimização das ferramentas de busca, a repetição de palavras inseridas nos textos que atraem cliques.
Mas as matérias que fizeram a fortuna do site não são sobre a defesa do seguro-saúde e sim sobre a defesa de Lindsey Lohan. No último ano, a perspicaz Arianna aumentou a equipe remunerada do HuffPost para 200, contratando veteranos do New York Times e de outras redações. O ultraje liberal não dá tanto lucro no governo Obama. O HuffPost poderia ter chegado ao limite com sua fórmula. Teria que gerar mais conteúdo original e amadurecer editorialmente. O pescoço de Nora Ephron e a indignação de Sean Penn têm quilometragem limitada como geradores de receita.

Chances duvidosas
Instituições como o New York Times, a revista Time, o jornal britânico Guardian, recuperaram terreno online e vão trancar seu melhor conteúdo. Os algoritmos do Google e do Bing vão tornar as buscas cada vez mais seletivas porque, se você é como eu, quando digitamos "Ucrânia" não estamos interessados em traficar menores de idade online.
"E quem precisa de mais um jornal online?", pergunta, cético, um membro do comitê editorial do New York Times. Jornalismo custa caro e consome tempo, ele continua. "Acabou a farra do grátis inesgotável. O grátis continua, mas a seleção qualitativa vai ter um preço e vai ter audiência", prevê o editor.
Entre seus milhares de blogueiros que escrevem de graça, muitos acusam Arianna de se vender para uma corporação e ameaçam boicotar o HuffPost/AOL. A ameaça não despenteia uma mecha de cabelo da empresária. Ela sabe que sua mão de obra grátis é movida por outro eufemismo da internet, a plataforma. Um megafone para se promover e vender produtos, sejam livros ou programas de ginástica.
Mesmo que as chances de sucesso no casamento com a AOL ainda sejam duvidosas, no olimpo que conquistou Arianna sorri como Artemísia, senhora das flechas de ouro, atenta à próxima caça.


Texto escrito pela jornalista Lúcia Guimarães e reproduzido do caderno "Aliás" do Estado de S.Paulo, 12/2/2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Contra o fim das impressões gratuitas na UCS


Na última terça-feira (15/02), os alunos foram surpreendidos com uma decisão autoritária tomada pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Em nota publicada no site, a Instituição anunciou o fim das impressões nos laboratórios de informática. A medida, adotada sem consultar o movimento estudantil, demonstra o descaso da UCS com os interesses dos alunos e estabelece uma contradição com a política de valorização abusiva das mensalidades.
  
Na nota, a UCS afirma que o corte pretende reduzir o custo das impressões, além de conscientizar os estudantes sobre o desperdício do papel, recurso de grande impacto ambiental. Ainda no comunicado, a Universidade ressalta o interesse em potencializar as ferramentas digitais, como o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

O discurso ambientalista caiu muito bem a uma política que se torna rotina na UCS: o fim dos direitos dos alunos. Nesse momento de contenção financeira, os estudantes sofrem com medidas autoritárias que limitam a capacidade de aprendizagem. Para se ter um exemplo, alunos que neste semestre precisam fazer monografia não poderão utilizar as cópias, o que implica o aumento dos custos de xerox e impressões, que agora precisam ser pagas pelos próprios estudantes.

Por ser uma medida autoritária e que representa um custo a mais sem a redução no valor das mensalidades, o Diretório Acadêmico de Jornalismo discorda em absoluto da imposição feita pela Universidade.

Diretório Acadêmico de Jornalismo - Gestão 2010/2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Na volta às aulas, Marisol Santos conversa com os alunos de jornalismo

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Jornalista formada pela Universidade de Caxias do Sul, Marisol Santos apresenta diariamente o Jornal do Almoço na RBS TV/Serra Gaúcha

Em março, fique atento às novidades...

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Edição e produção: Lucas Guarnieri

Um espaço em construção

Numa das mais célebres definições de jornalismo, o escritor colombiano Gabriel García Márques comparou o ofício jornalístico a uma paixão insaciável, uma “servidão que se alimenta dos imprevistos da vida”.

García Márques estava certo. Não é fácil se desligar de uma paixão, de uma tarefa que encanta diariamente pelo novo, pelo desconhecido, pelo imprevisível. Ao jornalista foi dada a missão de observar o mundo (ou seriam os mundos) e transformar a observação em narrativa, em notícia, em história.

Na primeira aula da faculdade, aprendemos que notícia é o relato de um fato. Aprendemos também que rimar no texto não fica bom, pelo menos não no jornalismo. Que notícia chama atenção pelo inusitado, por algo que espanta, assusta e até mesmo encanta. “Um cachorro mordendo um homem não é notícia. Já o contrário...”

O inusitado e a imprevisibilidade nos motivam a fazer jornalismo. E os fatos de interesse público nos levam a acreditar que o jornalista desempenha uma função imprescindível para a sociedade. Porque nossa profissão fala de pessoas, retrata a vida dos povos e busca melhorar a realidade de cada um.

Nós, estudantes, temos que lutar por esse ofício que tanto apaixona. Por isso, o Diretório Acadêmico do curso buscou criar esse espaço de comunicação. Por aqui, queremos trocar ideias, dividir opiniões, divulgar nossos eventos e os trabalhos acadêmicos dos alunos. 
Desejamos que esse blog identifique cada estudante de Jornalismo da Universidade de Caxias do Sul. E possibilite que a nossa tarefa de representá-los, enquanto Diretório Acadêmico, se dê de forma mais efetiva.

Porque afinal, é nesse momento de nossas vidas, durante a faculdade, que decidimos viver para o jornalismo, “um ofício tão incompreensível e voraz, cuja obra se acaba depois de cada notícia como se fora para sempre, mas que não permite um instante de paz enquanto não se recomeça com mais ardor do que nunca no minuto seguinte” (GARCÍA MÁRQUES).